SUBÁREAS DA
ENGENHARIA ECONÔMICA
A Engenharia Econômica pode ser dividida em: gestão financeira; gestão de custos; gestão de investimentos; e gestão de riscos.
Gestão Financeira:
Segundo Lemes, as pessoas tomam decisões diferentes, mesmo que submetidas ao mesmo problema e isso se deve a aspectos relacionados à sua experiência de vida, influências culturais, de crenças, valores, formação intelectual, entre outros aspectos. Nesse contexto a gestão econômica, como subárea da engenharia econômica tem como principal finalidade apresentar um modelo para tomada de decisão baseado em resultados econômicos, induzindo os gestores a uma decisão eficaz. Para tanto, segundo a matriz de conhecimento para engenharia de produção disponível no site Abepro, se faz necessário o conhecimento de noções básicas de micro e macro economia, equivalência entre capitais, métodos de análise de investimento (Valor presente, taxa interna de retorno), amortização de empréstimos (Sistema Francês, Sistema de Amortização Constante), tributos, matemática financeira.
Gestão de Custos:
Para Martins, custo pode ser definido como sendo o valor atribuído aos produtos ou serviços, aplicados ou consumidos na produção de outros bens. A princípio a gestão de custos se ocupava apenas na mensuração monetária dos estoques e lucros globais, no entanto, nas ultimas décadas a gestão de custos assumiu papeis mais importantes, funcionando como uma ferramenta administrativa para auxiliar em decisões gerenciais. Dentro da engenharia de produção, os conhecimentos atribuídos à gestão de custos são: Noções de contabilidade, análise das demonstrações contábeis, classificações de custos (custos fixos, variáveis, diretos e indiretos), custeio por absorção e custeio variável, métodos de custeio (método dos centros de custos, custeio baseado em atividades). (ABEPRO,2008).
Gestão de Investimentos:
De maneira geral a definição de investimento esta relacionada à aplicação de recursos presentes com vistas à obtenção de ganho monetário futuro, isto é, aplicam-se recursos com o objetivo de, futuramente, recuperar o investido e obter mais alguma rentabilidade. Martins, por sua vez, acrescenta em sua definição que o investimento também pode ser ativado em função da vida útil da organização. Logo a gestão de investimentos é a subárea da engenharia econômica que possui dentro de sua área de estudo o conhecimento sobre as possibilidades de investimentos (capital, renda fixa, projeto, títulos, etc), além da avaliação das alternativas possíveis com o objetivo de manter a organização funcionando e gerar mais ganhos monetários.
Gestão de Riscos:
A gestão de riscos trabalha gerindo recursos, com o intuito de diminuir os riscos financeiros para a organização, mas não somente isso, essa subárea também esta intimamente relacionada à gestão de investimentos, haja vista estar entre as suas competências a análise dos riscos de investimentos, nesse sentido os riscos são avaliados com base no perfil da organização, definindo se o tipo de investimento é adequado aos objetivos para aquele momento. Na gestão de riscos os conteúdos específicos base tratados são: Certeza, risco e incerteza; tomada de decisão sob risco. (ABEPRO 2008).